“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.”
Aqui vemos a importância da compreensão exata da prática da justiça.
O fato pelo qual buscamos a justiça jamais deve ser para satisfazer o nosso próprio desejo de ser piedoso, mas deve fluir de um rio que se chama zelo por Deus, o qual se origina no fundo do coração.
Após entender o valor da piedade, podemos cair em um grave erro: o de usá-la como um meio de alcançar uma satisfação própria. O sentimento de ser piedoso não é piedade; muitos têm confundido a verdadeira piedade com aquilo que é fruto de um ato moral, a saber, o sentimento provindo desse ato, que, em sua essência, traz a sensação de uma validação própria.
Creio que a busca pela justiça é algo importante, como nosso Senhor disse em Mateus 5:6, mas devemos ressaltar que a verdadeira justiça vem de uma verdadeira piedade.
A ordem não pode ser trocada; a justiça não pode vir antes da piedade. Caso fosse, seria uma justiça proveniente de uma fonte vazia, onde a motivação nunca será por uma verdadeira devoção a Deus, e sim por algo muito diferente disso.
A justiça que tem origem em uma fonte santa tem, como sua estrutura, a santidade; logo, alguém que está exercendo a verdadeira justiça não fica insatisfeito por falta de reconhecimento, nem desejará que aquele ato seja visto por outros. Pelo contrário, ela entenderá que aquilo é seu dever e terá prazer em apenas realizá-lo.
Devemos nos guardar de cometer tal equívoco, para que não nos tornemos hipócritas a ponto de coar o mosquito e engolir o camelo.
